Oitava Parada: São José do Rio Preto

Oitava Parada: São José do Rio Preto

07 Jun 2014

                                              A CASA É NOSSA!

Por Vilsinho Juri

 

Nossa 2? Casa... Para onde ir, onde ser tão feliz, se não a nossa segunda casa. (São José do Rio Preto, uma quase Ribeirão Preto, só que com lagoa e capivaras)

Fomos recebidos de cara com o seguinte poema:

                                                                   A Casa é Sua!

Não me falta cadeira (confortáveis por sinal)

Não me falta sofá (interessantes de pneus)

Só falta você entrar na sala

Só falta você estar (e como estivemos presentes)

 

Não me falta parede, e nela uma porta pra você entrar (entramos cheios de alegria)

Não me falta tapete, só falta o seu pé descalço pra pisar (Eu fiquei, não sei vocês)

Não me falta cama, só falta você deitar (no caixão??? .. Deixa pra próxima)

Não me falta me falta o sol da manhã, só falta você acordar pra as janelas se abrirem pra mim

E o vento brincar no quintal embalando as flores do jardim balançando as cores no varal (flores encantadoras nascidas em botas militares cheias de vida) (... Sem esquecer, é claro, da grande e prateada, linda bota no curioso varal)

 

A casa é Sua! (já me sinto em Casa)

Por que não chegar agora? (cheguei)

Até o teto tá de ponta cabeça, por que você demora (inclusive cheio de quadros, um tanto quanto incríveis aos olhos nus)

A casa é SUA!

Porque não chega logo? (cheguei! Ah e amei o lustre de tampas de sorvete)

Nem o prego aguenta mais o peso desse relógio

 

Não me falta banheiro, quarto, abajur, sala de jantar (Não, não falta, muito confortáveis por sinal)

Não me falta cozinha, só falta a companhia tocar (AH a cozinha, um dos lugares em que fui mais feliz nesta casa.. me lembro até hoje do sabor daquele macarrão; e lá consegui até tocar o parabéns numa espécie de harpa ao lado da mesa de jantar)

Não me falta cachorro uivando só por que você não está (Mas os pássaros de origami na entrada cantaram pra mim)

Parece até que está pedindo socorro, como tudo aqui nesse lugar (bom, caso eu precisasse de algo era só GRITAR, que lá vinha Matheus, abençoado por Deus, nos socorrer)

Não me falta casa, só falta ela ser um lar (Ela é um belo, delicioso e aconchegante lar)

Não me falta o tempo que passa

Só não da mais pra tanto esperar (Desculpe-nos, foi a apresentação do Ubu que demorou!  Aliás, viemos só pra isso? Acho que não! Quer dizer, é claro que não!!!)

Para os pássaros voltarem a cantar (Ah sim, os pássaros de origami na árvore de entrada *-*)

E a nuvem desenhar um coração flechado (O meu foi completamente flechado, o de vocês não?)

Para o cão voltar a se deitar e a chuva batucar (O Cão deitou-se, e ainda bem que não choveu. Senão não haveria Ubuzada nessa casa)

A Casa é Sua! (E é pra lá que vou Voltar!)

 

... E não tem como essa casa não ser minha, não ser nossa!

 

Ao som de Cazuza, após um delicioso almoço, seguimos para o local onde Ubu iria desembarcar... Lugar grande, arborizado e à beira da lagoa, onde havia esportistas, famílias passeando e jovens jogando batalha campal. Foi lá, com direto a muita água de coco, que Ubu usou e abusou do tempo e atenção de todos para tentar governar o reino ao lado de sua ardilosa Mãe Ubu.  Um público fiel e interessado acompanhou tal acontecimento até o desfecho, que terminava em fuga num grande Navio. Oficinandos destemidos e prontos para qualquer improviso se divertiam, se ariscavam, se aventuravam juntos desta grande plateia essa história de estupidez e valentia.

Ao final, apesar de terminar, e de tudo acontecer, levamos conosco um imenso obrigado por tal momento dividido.

Depois de tudo isso, muito cenário a carregar, muita água de coco a tomar, voltar para Casa que Nossa já era também, e lá comer, descansar, viajar para terras bem distantes e nossa história continuar. 

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