Circulação ProAC 2015 - 4ª Parada: Bauru

Circulação ProAC 2015 - 4ª Parada: Bauru

17 Ago 2015

por Diego Freiria

 

Um ano após sua passagem por Bauru, o Diabo e seus seguidores resolvem voltar, e desta vez com um propósito maior: atrair mais fiéis para o seu rebanho e assim propagar suas regras de vida por todos os cantos.

Enquanto os demais “apóstolos do Diabo” seguiam viagem de Ribeirão Preto rumo a Bauru, eu começava a minha a partir de São Paulo através de uma carona solidária, que de solidária não tem nada, pois é cobrado um valor. Estou falando daquelas caronas que encontramos em redes sociais no intuito de fazer novas amizades e claro, economizar! Viagem tranquila com aproximadamente 4 horas de duração e 2 paradas na estrada para xixi, comes e bebes.

Chegando em Bauru, meu caroneiro decidiu praticar uma boa ação, algo que vai contra os ensinamentos do Diabo. Resolveu me deixar junto aos demais seguidores, saindo de sua rota e sem cobrar a mais por isso. Esse com certeza tem o seu lugarzinho garantido no plano superior.
O ponto final e início da minha estada em Bauru foi o Espaço Protótipo, dos nossos amigos e companheiros de adoração do grupo Protótipo Tópico.

Parecia um encontro marcado, e de fato foi um: estavam ali para integrar uma seita (a oficina). Alguns já conhecedores da palavra e admiradores, e outros que conheceriam o trabalho da Igreja do Diabo e se tornariam praticantes de suas doutrinas. Passados os ensinamentos a estes pecadores, cada um seguiu para sua casa, preparando-se para adorar o nosso capeta em seu altar às 20h,  no “Templo” Municipal de Bauru.

Os seguidores que estão com ele desde 2008 e alguns acolhidos há menos tempo e que não abrem mão de praticar as vontades do pai, se deslocam até o “templo” para preparar o terreno, onde horas depois seria palco de uma grande celebração.

Após os sinos soarem 3 vezes, foi dado início sem volta ao grande culto onde, em determinado momento, nos juntamos com os demais seguidores que haviam ouvido os ensinamentos naquela mesma tarde. Nos batizamos e entregamos nossa alma a ele, adorando-o na esperança de saborear as delícias aqui da terra sem repressão.

Alguns fiéis permaneceram firmes desde a nossa última passagem pela cidade, inclusive ganhando novas almas para a Igreja. Já outros não permaneceram na mesma fé, voltaram a praticar as antigas virtudes, a praticar o bem. E ainda há aqueles que preferiram começar a praticar suas próprias vontades.

Como já dizia uma voz do além... “É a eterna contradição humana”.

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